Blog Dupont Spiller

O primeiro passo na internacionalização das e-commerce brasileiras

28/08/2019

Vivemos em um cenário comercial em plena transformação. As lojas físicas estão se transformando em lojas virtuais. Os consumidores passaram a efetuar compras por meio de seus dispositivos móveis, como celulares e tablets. O acesso ao mercado global já faz parte da realidade dos consumidores.



Segundo relatado no site Beeketing, o tráfico de dados de mobile devices para compras online já atingiu o percentual de 70% em 2018. A própria UNCTAD – United Nations Conference on Trade and Development, em março de 2019, referiu que o crescimento das vendas via e-commerce, em 2017, foi de 13%.



Neste novo mercado, os consumidores passaram, também, a efetuar compras em e-commerce estrangeiras. Segundo a site Beeketing, a média do número de consumidores consultados que disseram ter efetuado compras em e-commerce estrangeiros nos últimos seis meses foi de 44% no Brasil, 69% no Chile, 79% na Itália, 62% no Canadá e 29% nos EUA. Realidade também reconhecida pela UNCTAD ao referir que as vendas cross-borderrepresentaram, em 2017, 21% das vendas de e-commerce.



O crescimento do mercado on-line é fomentado pela facilidade em que os consumidores têm para acessar, em qualquer hora do dia, as várias ofertas de produtos e serviços disponibilizados nas plataformas eletrônicas de vendas, em qualquer parte do mundo.



Diante deste fato o governo brasileiro, no final do ano de 2017, por meio da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) lançou o programa E-xport Brasil, visando dar ao empresariado brasileiro subsídios e informações técnicas para que estes pudessem explorar todo o potencial do mercado digital, em âmbito global.



Aliando a isso, ajustes nos procedimentos administrativos de exportação foram realizados, tendo sido criada a possibilidade da exportação por meio de operador de remessa expressa ou postal. Com isso, exportações de pequeno valor, inferiores à US$ 1.000,00, poderão ser realizadas facilmente, via remessa internacional expressa.



Ferramenta que desburocratiza as exportações das e-commerce brasileiras, dando-lhes a possibilidade de expandir suas operações a outros territórios.  Este é o primeiro passo para aquelas e-commerce que desejam internacionalizar suas atividades.



Claro que cuidados e obrigações perante os novos consumidores deverão ser observados. Basta agora, criar uma estratégia mercadológica, financeira e logísticas para fomentar as vendas cross-border rumo a internacionalização das e-commerce brasileiras.








Fabio Stefani



Advogado



Área: Internacional



Unidade: Bento Gonçalves