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Virtual Influencers: um novo embaixador para sua marca

17/07/2019

Influenciadores digitais carregam as bagagens de suas vidas reais para construir seus nomes e colar sua identidade junto a algumas marcas ou empresas. Mas muitas vezes, atos ou ações deles acabam impactando negativamente as mesmas empresas pelas quais se comprometeram a criar novos seguidores.



Claro, eles são humanos e obviamente humanos cometem erros! Mas e se eles não fossem?



Virtual influencers são personalidades criadas por artistas digitais como opções não humanas para promoverem marcas de acordo com as suas necessidades. Os avatares digitais são desenvolvidos para ter uma experiência mais leve e interativa com suas marcas, sem impactos negativos às empresas contratantes.



A rede de fast food KFC começou a sua ação em abril de 2019 com o influenciador virtual Colonel e vem ganhando muitos likes e seguidores com a utilização dessa nova figura e utilizando todos os benefícios que a personalidade virtual pode oferecer.





Na mesma linha, a empresa The Digitals (https://www.thediigitals.com/about/) foi a primeira mundial a desenvolver modelos digitais personalizados à proposta de cada cliente. Junto com ela, outras grandes marcas ligadas ao segmento de moda vêm utilizando modelos virtuais como forma de divulgação de suas novas coleções e produtos. 



Um grande exemplo é a primeira supermodel digital Shuru (@shudu.gram), que foi utilizada em campanhas publicitárias de grandes marcas de roupas e virando embaixadora virtual delas. O perfil de Shuru viralizou quando utilizou os batons da marca Fenty Beauty, empresa que tem como sócia a famosa cantora Rihanna.





Mas não é só no segmento da moda que as influenciadoras virtuais vem ganhando espaço. O mercado da música vem sendo diretamente impactado com essa nova realidade, a exemplo disso temos a @lilmaquela, que além de se posicionar no segmento fashion, possui seu perfil no Spotify com três singles lançados recentemente e possui mais de 117 mil ouvintes mensais.







Mas qual a diferença entre contratar influenciadores digitais ou virtuais?



A diferença é que com modelos reais você precisa trabalhar com todas as variáveis de pessoas em um set de filmagem, possíveis atrasos, perda de voos, desgastes físicos e psicológicos, sem falar obviamente da segurança jurídica por trás de tudo com os contratos, licenças de uso de imagens e demais atribuições.



E se é justamente pensando em resolver um problema que as novas empresas surgem, a Sueca Looklet (https://www.looklet.com) cuida justamente disso, disponibilizando um estúdio virtual, com ferramentas criativas para produzir imagens das modelos virtuais em alta qualidade, para que as marcas de roupas possam produzir suas novas coleções e fazer suas campanhas digitais.




Mas será que os influenciadores e modelos precisam se preocupar com isso? Em um futuro muito próximo, poderão se beneficiar dessa nova tecnologia criando seus perfis 3D e disponibilizarem o seu trabalho de forma remota ou simultânea sem sair de casa.



Embora seja uma nova forma de atuação, o “humano virtual” não é de inteira novidade. A banda Gorillaz lançou seu primeiro álbum há mais de 20 anos e já contava com essa definição. Talvez parte dessa ascensão seja por conta da popularidade do Instagram que se tornou a mídia favorita dos influenciadores digitais, que é o mesmo canal que as empresas que desenvolvem os influenciadores virtuais escolheram por ter baixo custo e alto impacto aos seguidores.





Porém, nem tudo são rosas! Ao mesmo tempo em que perfis virtuais podem auxiliar nas campanhas publicitárias de empresas, eles são suscetíveis a ataques de hackers. Em abril de 2018, a influencer Miquela (@lilmiquela), que já atuou em campanhas de marcas como Prada, Calvin Klein, Chanel e Supreme, teve sua conta hackeada causando dúvidas na relação de marcas com influenciadores virtuais.



Para as empresas contratantes, existem vantagens quando optam por criar seus próprios influenciadores virtuais, por possuírem um baixo custo em comparação a uma modelo “de carne e osso” e maior facilidade territorial, por conseguirem fazer suas campanhas sem entrar em um avião. 



Aos quesitos jurídicos, se pensarmos em questões laborais, as influenciadoras digitais nãos seguem a regulação e obrigações humanas. Por esse motivo, não há controle das horas trabalhadas. Para quesitos de segurança, pensaremos apenas com relação à proteção de dados, evitando possíveis invasões de hackers e se olharmos para a saúde, focaremos apenas na saúde tecnológica da empresa para nutrir essa nova forma realidade.



Se hoje os avatares virtuais são desenvolvidos e manipulados por humanos, precisamos começar a pensar como será a realidade desses influenciadores digitais quando possuírem uma Inteligência Artificial (AI) e puderem aprender com a experiência de interação com os usuários. Por meio do Machine Learning, vamos presenciar novas conexões com humanos para aproximar marcas aos seus clientes, e que novos embaixadores das marcas consigam se atualizar com os próprios clientes.



A exemplo disso, estamos começando a ver práticas de interações de humanos e personalidades virtuais que aprendem seus jeitos e modos juntos, como é o caso da empresa Japonesa GateBox, que criou uma espécie de assistente doméstico com conceitos de AI e Machine Learning com interação direta ao perfil do morador.




Embora (ainda) não exista casamentos entre humanos e influenciadores virtuais, essa pode ser uma nova realidade da vida moderna. Talvez comecemos a assistir filmes de ficção científica com uma percepção mais realistas do que imaginávamos.